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sábado, 24 de julho de 2010

Capacitados para servir

Pentecostes é uma graça constitutiva - “que faz parte” - do grande mistério pascal, pelo qual o Filho - o Verbo de Deus encarnado - obteve para nós a remissão de nossas faltas e a garantia de participação na vida eterna, na comunhão com a Trindade Santa, Deus tem um propósito especial e muito definido ao nos dar o seu Espírito Santo: tornar possível a continuidade da graça da salvação para todas as gerações que se sucedem à morte e ressurreição de Cristo (cf. DIM, 1; DeV, 22 e 67). “ Recebereis o poder do Espírito Santo e então sereis minhas testemunhas [...] até os confins do mundo”, nos esclarecia Jesus (cf. At 1,8). “Assim como o Pai me enviou, assim estou enviando vocês [...]: recebam (para isso) o Espírito Santo! E o que vocês perdoarem, estará perdoado (cf. Jo 20, 21-23). O Espírito, pois, nos é dado não apenas como “penhor da nossa herança” eterna (cf. Ef 1 13-14; Gl 4, 6-7, Ti 3, 5-7), mas também para que posamos testemunhar a respeito da obra de Jesus (cf. Jo 15,26-27). “... é missão do Espírito Santo também o transformar discípulos em testemunhas de Cristo” conforme nos recorda João Paulo II, em sua Encíclica Catechese Tradendae, n. 72.
O Catecismo da Igreja católica (n.683) nos diz que “sem o Espírito não é possível ver o Filho de Deus, e sem o Filho, ninguém pode aproximar-se do Pai, pois o conhecimento do Pai é o Filho, e o conhecimento do Filho de Deus se faz pelo Espírito Santo.” E Paulo VI, em sua Encíclica Evangelli Nuntiandi, n.75, nos ensina que “nunca será possível haver evangelização sem a ação do Espírito Santo [...] Ele é aquele que, hoje ainda, como nos inícios da Igreja, age em cada um dos evangelizadores que se deixa possuir e conduzir por ele, e põe na sua boca as palavras que ele sozinho não poderia encontrar, ao mesmo tempo que predispõe a alma daqueles que escutam, a fim de a tornar aberta e acolhedora para a Boa Nova e para o reino anunciado. As técnicas da evangelização são boas, obviamente; mas ainda as mais aperfeiçoadas não poderiam substituir a ação discreta do Espírito Santo. A preparação mais apurada do evangelizador nada faz sem ele.
De igual modo, a dialética mais convincente, sem ele, permanece impotente em relação ao espírito dos homens. E, ainda, os mais bem elaborados esquemas com base sociológica e psicológica, sem Ele, em breve se demonstram desprovidos de valor.” Ou seja, é possível ter-se uma abundância de programas, de planejamentos, de projetos, e até de boas intenções, mas se não levarmos em conta, de modo efetivo e experiencial (e não apenas com retórica sociológica e teológica) a participação livre e soberana do operar do Espírito, podemos fazer muito barulho e colher poucos resultados em nosso trabalho de evangelização. Quem não leva à missão os recursos do poder do Espírito, dá de si mesmo; e o que nós temos a oferecer é sempre pouco para tocar o coração dos homens - uma vez que a mensagem cristã contém elementos que vão além da simples capacidade de compreensão intelectual, racional, dos seres humanos.
Desde os primórdios da evangelização, Paulo ressaltava: “O nosso Evangelho vos foi pregado não somente por palavra, mas também com poder, com o Espírito Santo e com plena convicção. Sabeis o que temos sido entre vós para a vossa salvação” (1 Tes 1, 5). E mais: “Também eu, quando fui ter convosco, irmãos, não fui com o prestígio da eloqüência nem da sabedoria anunciar-vos o testemunho de Deus. Julguei não dever saber coisa alguma entre vós, senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado. Eu me apresentei em vosso meio num estado de fraqueza, de desassossego e de temor. A minha palavra e a minha pregação longe estavam da eloqüência persuasiva da sabedoria; eram, antes, uma demonstração do Espírito e do poder divino, para que vossa fé não se baseasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1 Cor 2,1-5) O Concílio Vaticano II, em seu documento sobre o apostolado dos leigos (Decreto Apostolican Actuositatem, n. 3), advertia: “Impõe-se pois a todos o dever luminoso de colaborar para que a mensagem divina da salvação seja conhecida e acolhida por todos os homens em toda a parte.
Para exercerem tal apostolado , o Espírito Santo - que opera a santificação do povo de Deus por meio do ministério e dos sacramentos - confere ainda dons peculiares aos fiéis (cf. 1Cor 12,7), “distribuindo-os a todos, um por um, conforme quer” (1 Cor 12, 11), de maneira que “cada qual, segundo a graça que recebeu, também a ponha a serviço de outrem” e sejam eles próprios “como bons dispensadores da graça multiforme de Deus” (1 Pd 4, 10), “para a edificação de todo o corpo na caridade” (cf. Ef 4,16).
A obra da Salvação é uma obra de Deus. E para realizar e cooperar com a obra de Deus, precisamos do poder de Deus, conforme nos foi prometido e dado (At 1,8). Assim como é louvável buscarmos o mais frequentemente possível a comunhão com o Senhor na Eucaristia, de igual modo é salutar pedirmos ao Senhor que nos batize, que nos sature constantemente com seu Espírito, capacitando-nos adequadamente para a missão. Abrir-se, pois, ao Espírito Santo e aos seus dons e carismas é a forma concreta de nos deixarmos interpelar por Sua Palavra e respondermos com fé e generosidade ao chamado que Deus, privilegiadamente, nos fez em Jesus Cristo , pelo Espírito! Amém!

BESERRA DOS REIS, Reinaldo.Celebrando Pentecostes: fundamentação e novena. Editora RCC BRASIL. Porto Alegre-RS)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

O músico é chamado a movimentar a Igreja

Acreditamos que a palavra que transforma o coração pode produzir em cada pessoa uma melodia diferente. A intensidade da melodia é o coração que determina; o timbre é o coração que oferece. Harmonizando tudo isso, teremos uma canção de Salomão, uma canção de subida aos Céus.

Leia este pequeno fragmento do Salmo127, deixando o seu coração cantar por meio dele:

"Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem. Se o Senhor não guarda a cidade, debalde vigiam as sentinelas. Inútil é levantar-vos antes da aurora, e atrasar até alta noite vosso descanso, para comer o pão de um duro trabalho, pois Deus o dá aos seus amados até durante o sono" (SI 127,1-2)

É Deus quem constrói a casa. É Ele quem edifica a Igreja, os movimentos e o seu ministério. Contudo, queremos nos deter na
ferramenta usada pelo Senhor para construir Sua obra.

No Antigo Testamento, Deus escrevia suas leis em tábuas. Porém, com a vinda do novo Adão, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Todo-poderoso passou a escrever Suas leis em tábuas de carne, isto é, em nosso coração. A tinta usada por Ele é o Sangue de Cristo, e o pincel (ou seja, a ferramenta) é o próprio Espírito Santo. Sendo assim, podemos dizer que sem o Espírito Santo toda construção estaciona, por mais que o homem humanamente esteja correndo.

O músico é chamado a movimentar a Igreja, mas só conseguirá fazê-lo se estiver vivendo sob o movimento do dedo de Deus, ou seja, sob a ação do Espírito Santo. Deus usa o dedo do Espírito Santo para movimentar o coração do homem que, humildemente, se prostra, esperando, em primeiro lugar, amar e ser amado pelo construtor.

Tocar as notas de uma construção melódica já não é o mais importante. Nessa peça ou construção musical, o mais importante é estar com Deus, escutando o Músico dos músicos tocar, e assim, seguindo a partitura que o próprio Deus construiu, saber o momento de tocar e como tocar. Nessa obra, o essencial é silenciar o coração. É necessário muita atenção para não nos perdemos na grande partitura da vida.

Santo Agostinho nos ensina que o Espírito Santo é a "Alma da Igreja", e o que faz no corpo do homem, o Espírito Santo faz no corpo da Igreja. No Vaticano II foi salientado que o amor que se tem pela Igreja é diretamente proporcional ao amor que se tem pelo Espírito Santo, pois Ele é a alma da Igreja.

Daí, podemos explicar a negligência dos músicos para com a Igreja, isto é, esses músicos não possuem experiência com o Espírito Santo, consequentemente não amam seu ministério, através do qual participam do Corpo místico de Cristo, que é a Igreja. De fato, podemos dizer que nossa parte na construção da obra se encontra basicamente em viver sob o fogo do Espírito Santo.

O músico precisa pedir a efusão do Espírito Santo diariamente, para que o amor pela obra não se acabe. Devemos ser apaixonados pelo Espírito Santo e, consequentemente, apaixonados pela Igreja.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Voz da Igreja

O Papa Bento XVI assegurou que o século XXI "se abriu no sinal do martírio" e explicou que "quando os cristãos são verdadeiramente levedura, luz e sal da terra, tornam-se também, como Jesus, objeto de perseguição, sinal de contradição".
O Santo Padre visitou a Basílica romana de São Bartolomeu na Ilha Tiberina, com motivo do 40º aniversário da Comunidade de São Egidio, onde presidiu uma celebração da Palavra em memória das Testemunhas da Fé dos séculos XX e XXI.
Nesta entrevista assegurou que "a convivência fraternal, o amor, a fé, as tomadas de posição a favor dos mais pequeninos e pobres suscitam às vezes uma aversão violenta. Que útil é então olhar ao testemunho luminoso dos que nos precederam em nome de uma fidelidade heróica até o martírio!".
Meditando sobre o lugar, que lembra aos cristãos sacrificados pela fé, o Papa questionou: "por que estes mártires irmãos nossos não tentaram salvar a toda costa o bem insubstituível da vida? por que continuaram servindo à Igreja não obstante as graves ameaça e as intimidações?".
"Aqui sentimos ressonar o testemunho eloqüente daqueles que, não só no século XX, mas também desde os inícios da Igreja, vivendo o amor ofereceram no martírio sua vida a Cristo" e "lavaram suas túnicas branqueando-as com o sangue do Cordeiro", indicou.
Nesta última frase do Apocalipse, disse o Santo Padre, está a resposta ao porquê do martírio. A linguagem cifrada de San Juan contém "uma referência precisa à chama branca do amor que levou a Cristo a derramar seu sangue por nós. Em virtude desse sangue fomos purificados. Notando-se nessa chama, também os mártires derramaram seu sangue e se purificaram no amor".
Bento XVI recordou depois a frase de Cristo "Ninguém tem amor maior do que que dá a vida a vida pelos seus irmãos" e sublinhou que "tudas as testemunhas da fé vivem este "amor maior", conformando-se a Cristo e "aceitando o sacrifício até o final, sem colocar limites ao dom do amor e ao serviço da fé".
"Nos detendo diante dos seis altares que lembram aos cristãos cansados sob a violência totalitária do comunismo, do nazismo, aos assassinados na América, na Ásia e Oceania, na Espanha e México, na África, percorremos idealmente muitos acontecimentos dolorosos do século passado. Muitos caíram enquanto cumpriam a missão evangelizadora da Igreja; seu sangue se misturou com a dos cristãos nativos aos que tinham comunicado a fé", adicionou.
Do mesmo modo, o Santo Padre recordou que "outros, freqüentemente em condições de minoria foram assassinados por ódio à fé. E não são poucos os que se imolaram por não abandonar aos necessitados e aos fiéis que tinham sido confiados a eles sem temor a ameaças ou perigos. Estes irmãos e nossas irmãs na fé formam um grande afresco da humanidade cristã do século XX, um afresco das Bem-aventuranças, vivido até o derramamento de sangue".
"Aparentemente a violência, os totalitarismos, a perseguição, a cega brutalidade parecem mais fortes, sossegando a voz das testemunhas da fé, que aos olhos dos homens podem parecer derrotados pela história. Mas Jesus ressuscitado ilumina seu testemunho e assim compreendemos o sentido do martírio: o sangue dos mártires é semente de novos cristãos. Na derrota e na humilhação de quantos sofrem pelo Evangelho atua uma força que o mundo não conhece. É a força do amor, inerme e vitorioso, inclusive na aparente derrota. É a força que desafia e vence à morte", continuou o Papa.
O Pontífice finalizou sua homilia convidando aos membros da Comunidade de São Egidio a "imitar a coragem e a perseverança" dos mártires em "servir ao Evangelho, especialmente entre os mais pobres" e a ser "construtores de paz e de reconciliação entre os que são inimigos ou se combatem".
Fonte: Zenit.

A voz e a Palavra

João era a voz, mas o Senhor, no princípio, era a Palavra (Jo 1,1). João era a voz passageira, Cristo, a Palavra eterna desde o princípio.
Suprimi a palavra, o que se torna a voz? Esvaziada de sentido, é apenas um ruído. A voz sem palavras ressoa ao ouvido, mas não alimenta o coração.
Entretanto, mesmo quando se trata de alimentar nossos corações, vejamos a ordem das coisas. Se penso no que vou dizer, a palavra já está em meu coração. Se quero, porém, falar contigo, procuro o modo de fazer chegar ao teu coração o que já está no meu.
Procurando então como fazer chegar a ti e penetrar em teu coração o que já está no meu, recorro à voz e por ela falo contigo. O som da voz te faz entender a palavra; e quando te fez entendê-la, esse som desaparece, mas a palavra que ele te transmitiu permanece em teu coração, sem haver deixado o meu.
Não te parece que esse som, depois de haver transmitido minha palavra, está dizendo: É necessário que ele cresça e eu diminua? (Jo 3,30). A voz ressoou, cumprindo sua função, e desapareceu, como se dissesse: Esta é a minha alegria, e ela é completa (Jo 3,29). Guardemos a palavra; não percamos a palavra concebida em nosso íntimo.
Queres ver como a voz passa e a palavra divina permanece? Que foi feito do batismo de João? Cumpriu sua missão e desapareceu; agora é o batismo de Cristo que está em vigor. Todos cremos em Cristo e esperamos dele a salvação: foi o que a voz anunciou.
Justamente porque é difícil não confundir a voz com a palavra, julgaram que João era o Cristo. Confundiram a voz com a palavra. Mas a voz reconheceu o que era para não prejudicar a palavra. Eu não sou o Cristo (Jo 1,20), disse João, nem Elias nem o Profeta. Perguntaram-lhe então: Quem és tu? Eu sou, respondeu ele, a voz que grita no deserto: “Aplainai o caminho do Senhor” (Jo 1,19.23). É a voz do que grita no deserto, do que rompe o silêncio. Aplainai o caminho do Senhor, como se dissesse: “Sou a voz que se faz ouvir apenas para levar o Senhor aos vossos corações. Mas ele não se dignará vir aonde o quero levar, se não preparardes o caminho”.
O que significa: Aplainai o caminho, senão: Orai como se deve orar? O que significa ainda: Aplainai o caminho senão: Tende pensamentos humildes? Imitai o exemplo de João. Julgam que é o Cristo e ele diz não ser aquele que julgam; não se aproveita do erro alheio para uma afirmação pessoal. Se tivesse dito: “Eu sou o Cristo”, facilmente teriam acreditado nele, pois já era considerado como tal antes que o dissesse. Mas não disse; pelo contrário, reconheceu o que era, disse o que não era, foi humilde. Viu de onde lhe vinha a salvação; compreendeu que era uma lâmpada e temeu que o vento do orgulho pudesse apagá-la. (Sermão 293, 3: Patrologia Latina. 38, 1328-1329)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Se o Senhor o escolheu, também o capacitou.

Precisamos ter bem nítida em nossa mente a certeza de que o Senhor nos colocou em posição de destaque e de grande responsabilidade diante de Seu povo. Para isso, basta nos lembrarmos rapidamente de toda a história da salvação e de toda a iniciativa do Senhor para, movidos pelo imenso amor e misericórdia, trazer para Si as pessoas tantas vezes ingratas, desobedientes e infiéis.
Depois de Jesus Cristo e em Jesus Cristo, o Pai confiou a nós o anúncio da Boa Nova. É por esse motivo que nos deu o Seu Espírito Santo e espera uma resposta positiva e eficaz.
Já encontrei irmãos que não se deixavam guiar por Deus em seu ministério por causa de seus pecados e suas imperfeições, às vezes, por uma grande carga de acusação, e outras, por seus traumas e complexos. De nada adianta nossa eleição e a confiança que o Senhor tem em nós se não vencemos esses obstáculos e, com toda a alegria e esperança, nos lançamos em Seu serviço.
Pare um pouco e pense: Deus erra? Em algum momento da história o Senhor cometeu erros? Então, será que sua eleição foi o primeiro "erro" de Deus? Claro que não, meu querido irmão! Você é mais um acerto, um "goool" de Deus. Ele o conhece, deu-lhe dons e talentos e agora lhe dá o privilégio e a graça de colocá-los a serviço de Sua Igreja.
Claro que você tem imperfeições e pecados, mas coragem! Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Seu pecado não é maior do que o poder e a graça de Deus. Se Ele o escolheu, também o capacitou.



Do livro: "Ministrando a Música" - de Luiz Carvalho - Fundador da Comunidade Recado

O que é o Mistério ?

O que é o mistério?
Segredo? Enigna? Explicação? Carisma?
Tudo aquilo que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender. Coisa ou elemento o culto, obscuro ou desconcertante.
O homem é ontologicamente um mistério, tem sua raíz no mistério, dele se nutre e n’Ele se encerra.

Por mais que busque desvendá-lo, sempre fica algo por descobrir!
O mistério pode nos levar a inquietações, a dúvidas salutares que, no entanto, não nos deixam perder o rumo. Porém, é preciso que o homem nunca esqueça que “Deus é um mistério” e muito mais, que “Deus se encontra no centro e não às margens da vida do homem”. Portanto a sabedoria está em viver cada dia e aprender com ele, a fonte da paz consiste em deixar as coisas serem.
“O que conhecemos de Deus são as pegadas de sua ausência.” São João da Cruz.
O mistério que nos envolve nos cala!
Já nos dizia Edith Stein, “mesmo o caminho da fé é um caminho obscuro”, para seguir a Deus, o homem precisa deixar de lado suas certezas e permitir envolver-se no Deus que é misterioso, e que paulatinamente vai se revelando ao homem.
“É próprio do amor se revelar, se dar a conhecer, mas também, como parte da mesmo movimento, deseja conhecer.”
“O Reino dos Céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.
O Reino dos Céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra.
O Reino dos Céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes.
Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles.

Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos Céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.” (Mt 13,44-52).

Cristo é o mistério que fascina! Foi ele que fascinou o negociante a vender tudo e comprar a pérola que tinha maior valor, é ele que impulsiona o homem a largar tudo e seguí-lo sem temer as conseqüências.. o mistério do chamado...o mistério do amor de Deus, que é capaz de loucuras! Só uma fortíssima e libertadora experiência de Deus explica essa desinstalação formidável.
Deus está sempre no centro. Quando todos os revestimentos caem, aparece Deus. Quando os amigos desaparecem, os confidentes atraiçoam, o prestígio social é ferido a machadadas, a saúde vai embora, então aparece Deus.

Quando todas as esperanças sucumbem, Deus levanta o braço da esperança. Quando todos os andaimes arriam, Deus transforma-se em suporte e segurança...

Quando todas as seguranças falham, quando todos os apoios humanos estão por terra e voaram os enfeites e roupas, a pessoa, nua e livre, encontra-se quase sem querer nas mãos de Deus...eis o sentido em viver o mistério:


Está livre, abandonado em Deus!!!!!!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Nossa Senhora Desatadora dos Nós.

Nossa Senhora Desatadora dos Nós é apenas um entre os 2.000 títulos de Maria. Ela nasceu na Alemanha, em 1700, como Maria Knotenlöserin (do alemão knot, “nó”, e löser, “desatar”). Na época, o presbítero da capela de St. Peter Am Perlach, na cidade de Augsburg, encomendou ao pintor Johann Schmittdner um quadro de Nossa Senhora. Para compor o painel foi buscar inspiração nos dizeres de Santo Irineu, Bispo de Lyon, no Século III: “Eva atou o nó da desgraça para o gênero humano; Maria por sua obediência o desatou”.

Maria é representada como a Imaculada Conceição e encontra-se entre o céu e a terra. O Espírito Santo derrama sua luzes sobre a Virgem. Em sua cabeça vemos 12 estrelas. Um dos anjos entrega-lhe uma faixa com nós grandes e pequenos, separados e juntos. Estes nós simbolizam o pecado original e nossos pecados cotidianos, que impedem de a graça frutificar em nossas vidas. Na parte inferior do quadro vemos que a faixa cai livremente e que um nó está desatado. Há um anjo, um homem e um cachorro que dirigem-se à uma igreja. Parece ser uma referência ao livro de Tobias (6,13) onde este empreende uma longa e penosa viagem quando conhece Sara que já casara sete vezes e que na noite de núpcias seus maridos morriam devido a um demônio que dela se enamorara. Tobias casa-se com ela e volta à casa de seu pai. Isto significa que há de se desatar primeiro os nós para que dois corações venham se encontrar.

Assim, Nossa Senhora Desatadora dos Nós é invocada como aquela que nos ajuda a tirar todos os males de aflições que nos escravizam e nos tornam infelizes e pessimistas, dando-nos a verdadeira liberdade que só seu Filho Nosso Senhor Jesus Cristo pode nos dar.

A pintura não demorou a se tornar objeto de culto dentro dos limites de Augsburg e depois se espalhando pelo mundo.
Uma cópia desta pintura é venerada em Buenos Aires, Argentina, para onde foi levada pelo bispo Dom Bergoglio. Maria é representada como a Imaculada Conceição.
* Devoção da N. Sra. Desatadora dos Nós: Invocada em casos de desespero e necessidades (saúde, emprego, Reconciliação conjugal, dívidas, ETC).

Desde 2005, na Igreja de São Vicente Mártir, no bairro Camaquã, zona sul de Porto Alegre, teve início a NOVENA PERPÉTUA DE NOSSA SENHORA DESATADORA DOS NÓS todas as quartas-feiras às 06:30, 15:30 e 19:00. Agora também às 09:30.

Evangelizar no Poder de Deus

PODER
Somos chamados a evangelizar com o poder de Deus! O poder do Amor de Deus, que cura os enfermos, que levanta o caído, que faz desaparecer para sempre a tristeza e a depressão. Poder que cura a desesperança, poder que liberta do maligno, poder que faz o coxo andar, o cego ver, o prisioneiro ser libertado. Poder na pregação, poder nas palavras de sabedoria, de discernimento, de profecia, de entendimento, de ciência. Poder para testemunhar Jesus Ressuscitado, Vivo no meio de nós, resposta para as angústias, incertezas, ansiedades e medos do homem do terceiro milênio. Sim! Somos chamados a evangelizar com o poder de Deus e é exatamente este poder que tem convencido multidões de que Jesus está vivo e cumpre as suas promessas de dar testemunho à nossa pregação e ressuscitar mortos, curar enfermos, libertar endemoniados, livrar os seus anunciadores dos perigos que acompanham o anúncio (MC 16,17).
Porém, a manifestação máxima do poder de Deus, aquela que revela sua perfeição absoluta – a perfeição do amor – aquela que tem o poder de converter os corações mais empedernidos é a sua misericórdia! Este poder máximo do Criador, expressa-se em sua ...

Sabedoria
...que consiste em amar e amar sempre, amar em toda circunstância, amar apesar de tudo, amar apesar do erro do outro, amar até mesmo por causa do erro do outro. Consiste em perdoar e perdoar sempre, acolher e acolher sempre a todos e a cada um, a qualquer um, mas muito especialmente ao mais necessitado. Consiste em amar o inimigo, o desagradável, o que nos prejudicou, de forma mais profunda, cuidadosa e amável que a todos os que nos agradam. Consiste em manter os olhos em Deus em meio ao sofrimento, em aceitar humildemente nada compreender quando a dor nos abraça, em recomeçar, com humildade e esperança o que, em nossa visão limitada tínhamos dado por encerrado. Consiste em partilhar sempre, partilhar tudo, mesmo quando se tem pouco, mesmo quando não se tem nada. Consiste em socorrer o necessitado, em dar sem esperar receber, em dar sempre mais do que é pedido. Em visitar, escutar, ser presença para o doente, o velho, o necessitado, o solitário.
Sabedoria que consiste em obedecer humildemente o que ensina o Evangelho, em viver humilde e filialmente o que orienta a Igreja, em acatar com humilde gratidão e confiança o que parece ultrapassar a nossa lógica. Sabedoria que consiste em enfrentar o que em nós se levanta contra o conhecimento de Deus, em vencer o que em nós se levanta contra a caridade, em derrotar o que em nosso interior insiste em nos roubar a liberdade que Cristo nos conquistou. Sabedoria que não depende de conhecimentos intelectuais, que não depende de capacidades intelectivas, mas de abandono, abandono e confiança no Espírito de Deus. Sabedoria que é misericórdia, sabedoria que é caridade, sabedoria que é confiança: a sabedoria...

De Deus
... do Deus Uno e Trino que nos ama com este tipo de amor, este tipo de poder, este tipo de sabedoria. Sabedoria da Trindade, acima da sabedoria dos grupos e culturas humanos. Do Amor Trinitário, acima do amor humano, ao qual inspira e mantém. Do Altíssimo, acima das baixezas de nossa visão. Do Santíssimo, muito acima de nossas pobres perfeições morais. Do Boníssimo, muito acima de nossos pequenos atos de bondade. Do Salvador, muito acima dos seus dons e sinais visíveis de salvação. Do Criador, muito acima de nossa pobre criatividade. Do Redentor, muito acima de nossas ações sociais. Do Pai, muito acima do nosso amor familiar, que o dele inspira. Do Filho, que diviniza nossa humanidade. Do Espírito, que santifica a cada um, a todos e a tudo. Do Deus Homem que tudo recoloca sob a ordem do amor quando se estende, Homem e Deus, sobre a cruz. Da Cruz, símbolo e resumo, profundeza e amplidão, resposta e questionamento da Sabedoria de Deus. Pois a este Cristo, a este Crucificado, o Pai, no gesto cume de sua sabedoria, o fez..

Deus Homem ressuscitado
... para nos ensinar o quanto seus pensamentos distam dos nossos e o quanto seu poder e sabedoria chamam-se, como ele, o ilógico, inesperado, indescritível, insondável AMOR.
A quem testemunhamos
“Nós anunciamos Cristo Crucificado, que para os judeus é escândalo, para os gentios é loucura, mas para nós, que somos chamados, é Cristo, poder de Deus, sabedoria de Deus. Mas, a este Cristo, Deus o ressuscitou e disso nós somos testemunhas.”
Sim, somos não somente anunciadores, mas testemunhas de um amor que nosso pobre amor reflete, mas que é, eternamente, muitíssimo acima do nosso. Somos testemunhas do amor que vive!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Corpus Christi

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como “Corpus Christi”, começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.
Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.
Do desejo primitivo de “ver a hóstia” passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na “Chirstianitas” medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.
A “comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa” (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do “Preciosíssimo Sangue”, a 1 de Julho.
A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que “onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo” (cân 944, §1).

Detalhando o início da Solenidade
Primeiras devoções
No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

Santa Juliana
Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.
Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja que significaria a ausência dessa solenidade.
Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácono de Lieja, mais tarde ao Papa Urbano IV.

As primeiras festas locais
O bispo Roberto ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, em 1246 ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte, ao mesmo tempo o Papa ordenou, que um monge de nome João escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.
Dom Roberto não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte a quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu os costume e a o estendeu por toda a atual Alemanha.

Milagres motivadores
O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real, no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais - onde se apóia o cálice e a patena durante a Missa - em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

A Proclamação da Solenidade
O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que asistirem a Santa Missa e o ofício.
Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou um ofício a São Boaventura e a Santo Tomás de Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura foi rasgando o seu em pedaços.
A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recompilação de leis - por João XXII - e assim a festa é estendida a toda a Igreja.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adotaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
Finalmente, o Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo
Fonte: Com. Shalom

segunda-feira, 31 de maio de 2010

A Trindade em nós

O Relacionamento Trinitário transborda para as criaturas. Da mesma forma que as três Pessoas da Santíssima Trindade vivem um relacionamento íntimo, um diálogo de amor entre si, elas desejam viver esse diálogo com cada um de nós. O Filho que se inclina para o Pai e "permanece" um no outro (Jo 1,18). O Filho e o Espírito Santo que juntos se voltam para o Pai; Ambos enviados para uma missão, pelo Pai. Sua ação é tão unida que quase se confunde um com o outro (Rm 8,2.9-10). Tanto Jesus quanto o Espírito Santo vivem e agem em nós. Esta união dos dois se abre para a fonte comum, para o Pai (Rm 8,11; Jo 14,26). O Pai e o Espírito Santo estão unidos no amor a Cristo. A vinda de Jesus ao mundo é obra do Pai e do Espírito Santo (Lc 1,35). São os dois que orientam a caminhada de Jesus. É o Filho de Deus porque se deixa conduzir pelo Espírito Santo (Rm 8,14).

A Trindade totalmente feliz e perfeita em si mesma, não fecha dentro de si sua vida, seu bem, sua felicidade, mas quer compartilhar seus bens próprios com as suas criaturas. A Trindade deseja iniciar um diálogo com o homem. Não apenas a divindade única, mas cada uma das três Pessoas deseja ter uma relação especial com ele, levando-o a encontrar e firmar sua identidade. Deus chama à existência inúmeros seres para comunicar-lhes a bondade e a felicidade em diferentes graus e modos. Não por necessitar das criaturas, por que elas nada podem acrescentar à Sua glória e felicidade (Eclo 42 21). Não por haver nelas algum bem ou amabilidade, mas para fazê-las participantes de Seu bem. Por mais que Deus se doe às inúmeras criaturas, jamais Se esgotará, e tudo que Ele toca se transforma em bem.

Nós e o Pai
Temos uma relação especial com o Pai. Somos considerados por Ele, Seus filhos. É Cristo que nos leva a Ele: "Ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14,6). É vivendo e amando no Cristo que vivemos e amamos no Pai (Jo 16,27; Jo 14,21). Em Cristo, o Pai deseja ter essa vida de união com cada um dos seus filhos. Deseja participar e interferir na história de cada um de nós. A vida de cada homem tem muito valor para o Pai e Ele deseja cuidar dela, para isso necessita viver conosco um relacionamento íntimo e concretiza isto fazendo morada no nosso coração(Jo 14,23). Morar um no outro é a intimidade da convivência. Deus deseja conviver conosco, partilhar vidas. E este nosso relacionamento com o Pai é participado com o Filho e o Espírito Santo. Cada pequeno detalhe de nossas vidas não passa despercebido diante Dele, porque Ele nos ama.

Nós e o Filho
Jesus assim roga ao Pai: "Dei-lhes a glória que me deste, para que sejam um, como nós somos um: Eu neles e Tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade, e o mundo reconheça que me enviaste e os amaste, como amaste a mim" (Jo 17,22s). A profunda e misteriosa união entre as três Pessoas divinas, Jesus quer vê-la prolongada em nossos corações. Nós somos para Jesus seus "irmãos" (Lc 12,4; Jo 15,15). Ele é o nosso eterno intercessor diante do Pai. Nós somos tão importantes para Ele, no Pai, que Ele deu Sua vida por cada um de nós, e destruiu o muro de inimizade entre nós e os Três. Ele nos revela o Pai e o Espírito (Jo 15,9s). São Paulo chegou a viver esta intimidade total e radical da Trindade e com a Trindade, através de Cristo: "Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim"(Gal 2,19s). O Pai e o Espírito Santo se alegram e nos impulsionam a intensificar nossa relação íntima com Cristo, pois assim intensificam nossa relação íntima com Eles.

Nós e o Espírito Santo
E como não poderia deixar de ser, nós temos também uma relação especial com o Espírito Santo. A relação do Filho com o Pai, quem nos introduz nela é o Espírito Santo: "O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse" (Jo 14,26). O Espírito Santo nos fará "conhecer", isto é, vivenciar o mistério divino. Nós somos templos do Espírito Santo e por habitar dentro de nós, por viver conosco na intimidade, nós podemos conhecê-lo e Ele pode nos ensinar profundamente (Rm 8,16). É necessário que como Jesus, nos deixemos conduzir pelo Espírito Santo para nos tornarmos filhos de Deus (Rm 8,14-16) e podermos ter essa relação íntima, filial, porque o Espírito Santo foi derramado nos nossos corações (Gal 4,6). É Ele quem nos santifica, quem nos ensina a rezar, a falar com o Pai, pelo Filho. É Ele quem socorre a nossa fraqueza e ao dialogarmos com Ele, o nosso diálogo está aberto e transparente para o Pai e o Filho.

Na Trindade encontramos nossa identidade
Esta vida de união com cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade é a nossa realização mais profunda: "a gloriosa liberdade dos filhos de Deus"(Rm 8,21). A morada da Santíssima Trindade em nossos corações, a "permanência" com a Santíssima Trindade tem o objetivo de nos santificar e nos transformar sempre mais na imagem do Filho de Deus (Rm 8,29). Este relacionamento íntimo entre cada Pessoa da Trindade e o homem o levará a viver "pela Trindade", isto é, viver pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito, transformando-o cada vez mais semelhante ao Filho, que serve e ama o Pai no Espírito Santo. Precisamos crescer cada vez mais nesta vida de união com eles. É isto que Deus nos chama a viver.

Tome Col 3,1-3: Nossa identidade, nossa origem e nosso fim último é Deus. Numa imagem bem simples: nós só conhecemos nosso rosto quando temos um espelho. Caso não tenhamos, nunca de fato saberemos como e quem nós somos e viveremos às custas daquilo que dizem de nós ou de como os outros nos vêem. Da mesma forma nossa verdadeira identidade, imagem e rosto só podem ser vistos se temos Deus como espelho, pois Ele é o nosso criador e só Ele pode dar a vida, como já no-la deu. É na oração, na busca desse Tu que encontraremos o verdadeiro EU e teremos curadas as deformações que temos da nossa própria imagem. No seu amor Deus nos convida e chama a participarmos da mesma dinâmica que Ele tem dentro de si mesmo. Se o Pai só se reconhece como Pai no Filho, da mesma forma eu só serei verdadeiramente filho(a) de Deus, só serei pessoa íntegra, inteira e livre quando participar da vida trinitária desde agora neste mundo. Nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus e isso significa que nós temos com Ele a mesma relação de origem, ou seja, o amor. Cada um é único, especial e insubstituível, como nos asseguram as Escrituras (cf. Is, 43,1-5), e cada um é fruto dessa infinita e abundante criação que nunca se esgota e nunca se repete (eis aqui um argumento lógico, real e irrefutável contra a mentira da reencarnação).

A oração nos dá o verdadeiro sentido da individualidade e da autonomia que cada ser humano tem diante de Deus e diante de si mesmo. Olhando para o Pai, para Jesus e para o Espírito Santo como pessoas reais e vivas, veremos que nós também estamos nos tornando reais, pois a realidade não é Cristo?(cf. Col 2,17), no sentido pleno da palavra e portanto vivas. A oração voltada para a realidade da Trindade nos ensinará também a nos relacionarmos uns com os outros pois sendo Deus comunidade de amor, nos levará também a sê-lo. A oração verdadeira diante do Senhor nos arrancará das garras do nosso egocentrismo capaz de nos levar à morte, e nos assegurará o papel que temos a cumprir no Reino, dentro da soberana e perfeita vontade do Pai, sendo servos e transparentes uns com os outros.

Formação da Escola de Formação Shalom

terça-feira, 25 de maio de 2010

Evangelizar

De onde começar?
Quais as oportunidades que temos para evangelizar?
Quantas oportunidades Deus nos deu para evangelizar por meio da música, mas as deixamos passar, porque ainda esperamos aquela... Sabe aquela oportunidade?

Muitas vezes, nos acostumamos com as grandes coisas: missões, grupos lotados, muita gente aclamando e cantado a partir da nossa condução [musical].

Não podemos nunca nos esquecer de que Deus, muitas vezes, nos dá oportunidades aparentemente bem pequenas, mas, nelas, podem estar guardadas grandes graças para nós ou para quem escuta aquilo que estamos tocando e/ou cantando.
O inimigo de Deus coloca em nossos corações a tentação de nos animarmos muito com os grandes eventos e situações nas quais temos um som de grande potência, uma boa banda e um grande número de participantes, etc. Sim, devemos nos animar, mas devemos também, diante dessas oportunidades e dentro de nós, canalizar essa animação para a glória de Deus, agradecendo a Ele pela confiança e oportunidade.

Infelizmente, caímos no sutil erro da empolgação e acabamos por viver toda essa alegria sozinhos, esquecendo-nos da batalha que existe por trás de tudo isso e ficamos vulneráveis à ação do inimigo; na mais grave das situações, barramos totalmente a graça, a cura e o milagre para aquele povo que nos escuta, ou para nós mesmos.
Seja qual for a oportunidade que temos de exercer o nosso ministério, é um chamado que Deus nos faz. É um povo que espera, é uma batalha a ser travada e, já posso dizer, um inimigo a ser vencido ou até mesmo um meio do Senhor trabalhar nos nossos corações. Mas por trás de qualquer lugar aonde iremos tocar ou cantar, a nossa vida deve ser a primeira oportunidade de cantarmos. Por isso, devemos cantar com a vida e, para isso, precisamos ser, primeiramente, homens e mulheres de oração. Músicos ou musicistas, precisamos ser coerentes com o que cantamos e, aí sim, conseguiremos cantar a vida.

Resumindo: simplicidade, oração e coerência. Se conseguirmos viver essas três palavras, com certeza, a última delas será abundante em nós: a unção.
Volto à pergunta inicial: "De onde começar?". Começo da oportunidade que Deus me dá, com muita sabedoria e discernimento. Muitas vezes, ela é gradativa, outras vezes, é um grande susto para nós, além das nossas capacidades; outras vezes, as oportunidades desaparecem. Para cada um, Deus tem uma pedagogia, pois para Ele somos únicos.

Deixo outra pergunta: "Qual a pedagogia de Deus para você? Por que Ele escolheu você como ministro de música da Sua Igreja?
Deus abençoe você e o seu ministério!
André Florêncio
Ministro de música e missionário da Canção Nova

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O que é a Festa de Pentecostes?

Pentecostes, do grego, pentekosté, é o qüinquagésimo dia após a Páscoa. Comemora-se o envio do Espírito Santo à Igreja. A partir da Ascensão de Cristo, os discípulos e a comunidade não tinham mais a presença física do Mestre. Em cumprimento à promessa de Jesus, o Espírito foi enviado sobre os apóstolos. Dessa forma, Cristo continua presente na Igreja, que é continuadora da sua missão.

A origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14), dia de alegria e ação de graças, portanto, uma festa agrária. Nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19, 1-16).

No Novo Testamento, o Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, estavam reunidos para a celebração do Pentecostes judaico. De acordo com o relato, durante a celebração, ouviu-se um ruído, "como se soprasse um vento impetuoso". "Línguas de fogo" pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas.

Pentecostes é a coroação da Páscoa de Cristo. Nele, acontece a plenificação da Páscoa, pois a vinda do Espírito sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos.

Podemos notar a importância de Pentecostes nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos". O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão.

Dada sua importância, a celebração do Domingo de Pentecostes inicia-se com uma vigília, no sábado. É a preparação para a vinda do Espírito Santo, que comunica seus dons à Igreja nascente.

O Pentecostes é, portanto, a celebração da efusão do Espírito Santo. Os sinais externos, descritos no livro dos Atos dos Apóstolos, são uma confirmação da descida do Espírito: ruídos vindos do céu, vento forte e chamas de fogo. Para os cristãos, o Pentecostes marca o nascimento da Igreja e sua vocação para a missão universal.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Musica na Liturgia

"Não somos somente “a banda da Missa”, somos ministros!"


Falar de música litúrgica não é uma tarefa muito fácil, pois não se pode separar a música, que é um elemento, do seu todo que é, a liturgia. O que quero dizer é que a Igreja nos convida, não somente como músicos a entender mais sobre o papel da música dentro da liturgia, mas como cristãos que somos, antes de qualquer coisa, a mergulharmos na riqueza que é esta mesma liturgia, nestes séculos de história onde tudo tem um porque de ser, onde cada gesto, cada cor, cada som é repleto de significados.

Quando não buscamos nos aprofundar nestes conhecimentos, cometemos erros por ignorarmos que a liturgia é sublime demais para a entendermos superficialmente ou simplesmente fazermos o que achamos ser o melhor.
Para que a música seja litúrgica e cumpra seu verdadeiro papel, existem critérios a serem observados não como um peso, mas com zelo, com humildade e por amor.

Deve ter letra de fontes bíblicas ou litúrgicas, com ritmo e melodia inspirados e belos sem deixar de ser acessível ao povo; deve ser comunitário (“nós” no lugar do “eu”) já que estamos reunidos como um corpo; deve estar intimamente ligado ao tempo litúrgico; à festa do dia ou sacramentos (primeira comunhão, crisma, casamento) se for o caso; obedecer à espiritualidade própria de cada momento da celebração. Estes são alguns critérios e precisam ser aprofundados.

Mais do que nunca precisamos ser cristãos católicos interessados por nossa fé, carismáticos que leiam e estudem sobre a doutrina católica e sua belíssima liturgia. Temos inúmeras fontes como: o site da CNBB, que nos oferece matérias e cursos de formação litúrgica e indica tantos livros e documentos, entre eles, muitos específicos sobre música litúrgica; programas em tvs católicas voltados para a formação litúrgica; nossos retiros para ministros de artes, que na sua maioria tem abordado este tema.

A organização das equipes litúrgicas também é essencial, bem como, nossa interação dentro desta equipe, pois quando servirmos numa celebração litúrgica, não somos somente “a banda da Missa”, somos ministros, fazemos parte da equipe que serve na liturgia, a serviço do povo, sem esquecermos que mesmo estando a serviço somos parte deste mesmo povo e com ele celebramos também o mistério da Eucaristia.

Como cristãos, nos é necessário testemunhar nossa busca de radicalidade e santidade através do esforço pessoal de adquirirmos estes conhecimentos com urgência de fazer da melhor forma a nossa parte na construção de uma Igreja melhor que poderá assim caminhar mais rápido atraindo outros para o Pai.

Raquel Carpejani - Consagrada da Comunidade de Vida Recado

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A Eucaristia é o sinal do amor

Ressuscitei, e por meio da Eucaristia, Eu estou convosco para sempre !!!

Por meio da celebração da Santa Missa, todo dia é Páscoa, tempo feliz da Festa eterna que supera qualquer tempo humano.Caminhando com a liturgia da Igreja e vivenciando uma plena sintonia com as diversas Dioceses e Arquidioceses do nosso país nesses poucos dias que nos separam da realização do XVI Congresso Eucarístico Nacional, nesse jubiloso clima da Páscoa, nós professamos com entusiasmo que é importante viver bem o encontro com Jesus na oração, na escuta de Sua Palavra e em cada celebração eucarística. (Texto-base do XVI CEN, página 38). Repletos de alegria pascal, unidos a Jesus Eucarístico na Sua consagração ao Pai, nós não cessamos de corresponder ao amor de nosso Redentor e de buscar uma maior vivência da graça santificante.
De um modo especial, nestes dias da Páscoa, em que o Cristo caminha ao nosso lado, nós desejamos com renovado ardor permanecer com Ele e haurir por meio d’Ele da fonte da água viva que sacia a nossa sede de justiça. Há poucos dias, ao participarmos da solene Vigília Pascal, por sermos uma comunidade eucarística, sentimos no fundo da nossa alma eucarística que, quando estamos unidos ao Cristo, as trevas tornam-se luz e a noite é suprimida pelo dia sem ocaso. No nosso íntimo, o Ressuscitado sussurrou: Ressuscitei, e por meio da Eucaristia, Eu estou convosco para sempre!.
Com gratidão e enlevo, dialogamos com o nosso Redentor e afirmamos que a reta participação no Sacramento da Eucaristia infunde em nosso ser um renovado e indelével sentido de piedade, de zelo e de valorização das coisas do alto. De joelhos diante do Altar do Senhor, em comovida e silenciosa adoração, nós também concretizamos o nosso ardente desejo de estar com Ele, pois cremos e professamos que o Sublime Sacramento não é uma simples memória de um rito passado, mas é, sim, a viva atualização do supremo gesto do nosso Salvador. Iluminados pelo esplendor de Jesus Eucarístico, envolvidos pela luz do Cristo ressuscitado, nós bradamos que a Santa Eucaristia é Jesus Cristo, passado, presente e futuro, é o supremo desenvolvimento da Encarnação e da vida mortal do Salvador, que aí nos concede todas as graças. É o mistério régio da nossa fé, para o qual convergem todas as verdades católicas, como os rios se lançam no oceano que os alimenta. (São Pedro Julião Eymard, Flores da Eucaristia, página 40).
Por meio da celebração da Santa Missa, todo dia é Páscoa, tempo feliz da Festa eterna que supera qualquer tempo humano, pois a presença salvífica de Cristo no Sublime Sacramento torna-se atual e viva em todos os lugares e tempos. Nutridos pelo Alimento das nossas almas, com revigoradas forças, nós notamos que a Eucaristia é o sinal perene do amor da Santíssima Trindade por todos nós, amor que sustenta os nossos passos na concretização da plena comunhão com o Pai, mediante o Filho, no Espírito Santo. Amor que perpassa o nosso coração e nos faz ultrapassar a rigidez dos nossos horários que são limitados por diversos afazeres, pois quando meditamos no mistério da Última Ceia, sentimo-nos participantes do imenso rio de amor que nasce do coração de Deus. Mergulhados neste rio de bondade e de misericórdia, em união com os irmãos, sem pressas ou correrias, aprendemos a clamar: O meu coração abrasava-se dentro de mim, a minha meditação ateava-se como fogo. (Sl 39).
O clima de vida, de ressurreição e de paz que provém desta atmosfera pascal faz-nos sentir que a Eucaristia é a contínua presença salvífica de Jesus vivo e ressuscitado em nosso meio e, por isso, em todos os domingos, celebramos a Páscoa semanal. Começamos a semana recebendo o Cristo Eucarístico, para que Ele ilumine o nosso caminho e dê vitalidade à nossa via de santidade. Quando damos passos mais significativos nesta via de santidade, nós temos acesso à revelação de que, na pessoa de Jesus Cristo, no seu morrer e ressuscitar, nós podemos contemplar a presença misericordiosa de Deus junto a nós e, consequentemente, o próprio mistério do Deus-vivo.
Neste tempo litúrgico da Páscoa, tal qual Cléofas e o seu companheiro, nós temos que suplicar ao Senhor que permaneça conosco, aquecendo nossos corações e revigorando nossas esperanças; temos que vivenciar a Eucaristia como um banquete divino, um memorial de presentificação, e temos ainda que elevar aos céus, sempre de forma mais apaixonada e intensa, nossa participação no Corpo dado e no Sangue derramado, com a consciência de que estamos realizando a mais perfeita oração de nossas vidas. Em um profundo clima de oração eucarística, deixemo-nos iluminar pela fulgurante e incessante luz destes solenes dias da Páscoa. Coloquemo-nos a caminho, pelos modernos caminhos de Emaús, para que o Cristo Eucarístico, com a sua vitória sobre a morte, as trevas e o mal, triunfe, esplendorosamente, em nosso meio, em nossas almas, nas nossas comunidades, nas nossas famílias e em todo o mundo.

Dep. Formação
Comunidade Recado

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Papel do músico na igreja

O próprio tema já dá este diferencial dentro do que seria o papel do músico na igreja, pois há uma grande diferença entre o ser músico e o ser músico na igreja. Primeiramente existe um dom dado gratuitamente por Deus àqueles que esse mesmo cumula desses dons musicais, seja o tocar, o cantar, o ministrar o louvor. Aí está outro ponto. O músico na igreja é chamado a ser, antes de tudo um minstro do louvor, que glorifica a Deus com seu instrumento. Vive esse processo intenso de formação e maturidade no servir que é estar sempre disponível para o que a igreja necessita.

Em um intenso trabalho também de formação e exercício da humildade, especialmente para os que têm o dom natural da música, é necessário entender que tudo é graça, é dom de Deus.
O ministro de música depende da graça divina, da graça do Alto. Pois é através do Espírito Santo que seu tocar, seu cantar, ministrar, terá acesso aos corações mais endurecidos.

A música por si só, tem o poder de tocar os corações, adentrar em áreas de nosso ser. Uma melodia bem executada, acordes bem trabalhados, podem transformar corações, como também a música expressada de forma, depressiva, bruta, pode levar a pessoa que escuta a vários âmbitos de sua vida e história.Dai, a grande importância e diferencial de um autêntico ministro de música é está constantemente em sintonia com o Espírito Santo, na unção, à serviço, aberto a graça. Assim se faz extremamente necessário um “esvaziamento de si”, onde a graça de Deus age e opera. Toda inspiração para aquele que é chamado a ser esse ministro de música, vem do Alto.

O músico que descobre a graça de ser um instrumento direto de Deus na igreja, descobre a realização do servir Aquele que o chamou em Sua infinita misericórdia, descobre o testemunhar a força do evangelho em forma de canção.O verdadeiro músico crer que o Espírito é aquele que age no seu dom de anunciar o evangelho através de uma melodia, de uma música. Que age não só por talento próprio, mas pela graça tão somente do Espírito Santo inspirador direto e único capaz de transformar, curar e libertar os corações.

A música é uma linguagem universal que todos captam. Vale ressaltar a importância da capacidade do músico que se coloca a serviço da igreja em todo o mundo, em todas as realidades, desde a riqueza da música tradicional aos tempos de hoje, onde o próprio mundo exige uma música, bem tocada, ungida, unida ao Espírito Santo.

Canta-se, toca-se e interpreta-se em nome de uma pessoa e essa pessoa se chama Jesus Cristo vivo e ressuscitado que está no meio de nós. Por isso, devemos exercer o ministério de música a nós confiado com muita seriedade e responsabilidade pois quando nos colocamos à serviço do Reino não sou eu mais quem canto ou toco, mas é Cristo quem canta ou toca em mim. Paulo dizia em uma de suas cartas: “ Já não sou eu quem vivo, mas é Cristo que vive em mim”. O músico que exerce esse ministério vive essa mesma experiência unido Aquele que o criou para glorificar o seu Nome através de seus dons musicais.

O músico na igreja, é aquele que busca viver a cada dia uma profunda intimidade com as escrituras divinas de onde saem o canto mais belo de Deus. O poder da Palavra transformado em música é uma chave que abre os corações mais endurecidos. Por isso, Deus dá também a capacidade de novas composições retiradas da Palavra, seja ela do Antigo ou do Novo testamento onde “o Verbo de se fez carne e habitou entre nós”. Daí se anuncia através da música Aquele que deu sua vida por cada um de nós, que se entregou na cruz por amor a humanidade.

“Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu salvador, porque olhou para sua pobre serva.”(Lc.1,46-47)

Não poderia deixar de citar um grande exemplo de perfeito louvor a Deus, Maria. Ela ao cantar o Magnificat, verdadeiramente glorificou a Deus. O ministro de música é aquele que canta seu Magnificat em sua própria vida, que proclama as maravilhas de Deus na Igreja e no mundo. É aquele que diz também como Maria, ,“ Eis-me aqui Senhor. Faça-se em mim segundo tua palavra”. Faça-se no meu dom de cantar, de tocar, de interpretar, de pintar, de compor música ou poesia... segundo Tua palavra, tua vontade. Faz-me testemunho do Teu evangelho em todos os momentos de minha vida.
Assim “a música se converte verdadeiramente em oração, abandono em Deus, com um sentido profundo de paz.”

Eis o papel do músico na igreja: Estar sempre na postura do “eis-me aqui”, segundo a necessidade da igreja, que precisa do nosso “sim” colocando nossos dons à serviço. Com humildade, busquemos o aperfeiçoamento técnico mas, sobretudo também o aperfeiçoamento espiritual para combatermos contra todo o mal que quer destruir os filhos amados de Deus.

É uma grande missão, mas se temos a Deus nada pode nos abalar.
Coragem músicos, pois somos chamados a macharmos a frente do pelotão com a graça de Deus, com Jesus e guiados pela força do Espírito Santo que tudo pode.

Juliana Mendes
Membro Comunidade de Vida-Missão Toulon FR

O Tempo Pascal

Páscoa é passagem para uma situação melhor, da morte para vida, do pecado para graça, da escravidão para liberdade, baseado não em nossas forças, mas na fé em Jesus Cristo. Páscoa se dá não só no rito da Liturgia; deve acontecer em cada instante da vida do homem em busca da terra prometida, da vida nova da felicidade. O Tempo Pascal acontece do Domingo da Ressurreição até o Domingo de Pentecostes, por isso, cinquenta dias na presença do Ressuscitado nos preparando para receber o Espírito Santo prometido.

Nas leituras bíblicas, sobretudo nos Evangelhos do Tempo Pascal, percebemos que Jesus se dá a conhecer, que Ele ressuscita lá onde existe acolhimento, lá onde se presta serviço ao próximo. Podemos dizer que Cristo ressuscita lá onde se vive o novo mandamento do amor, da caridade. Primeiramente Jesus se dá a conhecer às mulheres que vão ao sepulcro para ungir com aromas o Seu Corpo. Jesus se dá a conhecer a Madalena, que vai em busca do Seu Corpo. O Senhor se manifesta a Pedro e a João que vão ao sepulcro. Jesus aparece à comunidade reunida no cenáculo. Tomé, que não está presente, não usufrui da presença do Senhor; tornando-se presente, no entanto, também O reconhece.

O Evangelho mais significativo nesta linha é certamente o Evangelho dos discípulos de Emaús (Cf. Lc 24, 13-35), aos quais Cristo se dá a conhecer pela Sua Palavra e pela fração do pão (Eucaristia). Os quais, a Seu exemplo, acolhem os irmãos na caridade e compartilham com eles sua vida, constituem o Cristo ressuscitado entre os homens. Cristo ressuscita os que andam à procura; Cristo ressuscita os que vivem os acontecimentos à luz da Escritura; Cristo ressuscita nos que acolhem e nos que servem; Cristo ressuscita nos que sabem partir o pão. À medida que existir entre os homens a atitude hospitaleira, isto é, de serviço, a exemplo dos discípulos de Emaús, Cristo vai ressuscitando através da história dos homens.

É preciso, pois, a exemplo de Cristo, partir o pão e servir, ou seja, colocar-se a serviço do próximo, tornando-se pão e alimento para a vida do mundo. Eis o sentido atual do milagre da multiplicação dos pães.

Cristo está ressuscitando em sua vida?
Quando os discípulos O reconhecem na fração do pão, Ele desaparece. Não é mais necessidade de Cristo permanecer entre os homens de maneira corpórea, pois Ele continua presente de maneira sacramental nos Seus discípulos, na Sua Igreja, naqueles que vivem o serviço do amor, pois o novo mandamento tudo renova, faz reviver todas as coisas.

“Ide dirá Ele, vós sereis minhas testemunhas até os confins da terra”. Vós sereis meus continuadores no meio dos homens. Isso vem expresso no que segue: “Levantaram na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Eles, por sua vez, contaram o que havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão” (Cf. Lc 24, 33-35).

Pela caridade os cristãos se apresentam no mundo como chagas do Cristo ressuscitado, no qual o homem, a exemplo de Tomé, poderá perceber e apalpar o amor de Cristo e n'Ele crer; e, acreditando, tenha a vida eterna. Cada cristão é convidado para se tornar presença do Cristo ressuscitado entre os irmãos, de tal sorte que os homens reconheçam Sua face na caridade do irmão.
Soltemos o nosso grito: ALELUIA! Pois Cristo ressuscitou e nos deu vida nova. Este é um canto litúrgico muito antigo, que se reza em todas as grandes solenidades de nossa fé, cantemos os louvores do Senhor:

Oração: Ó Deus, que fazeis crescer a vossa Igreja dando-lhe sempre novos filhos e filhas, concedei que por toda a sua vida estes vossos servos e servas sejam fiéis ao sacramento do batismo que receberam professando a fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Minha bênção fraterna
Padre Luizinho

terça-feira, 30 de março de 2010

Semana Santa

Neste Podmúsica, padre Donizete Heleno Ferreira, missionário da Comunidade Canção Nova e responsável pela liturgia, nos dá dicas de como viver bem a Semana Santa.
Estamos vivendo a Semana Santa, vamos meditar esta espiritualidade. Sabemos que a Semana Santa é um tempo de retiro, no qual nós recorremos ao silêncio, experimentamos Deus através da escuta da Palavra e do mergulho nas celebrações e na profundidade desse mistério. É um tempo de renovação, assim podemos experimentar o Senhor profundamente e ter a nossa vida transformada.

Que o Senhor possa conduzir você nesta grande semana. Você que exerce um ministério na Igreja, na sua paróquia, na comunidade, que você seja o primeiro a experimentar isso, você que vai cantar este mistério [pascal], que vai conduzir as celebrações e ajudar na pregação. Que o seu coração esteja aberto para receber este grande mistério desta grande semana que marca nossa caminhada cristã.

Que Deus o abençoe e lhe conceda frutos de graça e frutos de ressurreição na sua vida."


Bendita seja a Cruz

Gloriemo-nos também nós na Cruz do Senhor!
A Paixão de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é para nós penhor de glória e exemplo de paciência.

Haverá alguma coisa que não possam esperar da graça divina os corações dos fiéis, pelos quais o Filho Unigênito de Deus, eterno como o Pai, não apenas quis nascer como homem entre os homens, mas quis também morrer pelas mãos dos homens que tinha criado?

Grandes coisas o Senhor nos promete no futuro! Mas o que ele já fez por nós e agora celebramos é ainda muito maior. Onde estávamos ou quem éramos, quando Cristo morreu por nós pecadores? Quem pode duvidar que ele dará a vida aos seus fiéis, quando já lhes deu até a sua morte? Por que a fraqueza humana ainda hesita em acreditar que um dia os homens viverão em Deus?

Muito mais incrível é o que aconteceu: Deus morreu pelos homens.
Quem é Cristo senão aquele que no princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus: e a Palavra era Deus? (Jo 1,1). Essa Palavra de Deus se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Se não tivesse tomado da nossa natureza a carne mortal, Cristo não teria possibilidade de morrer por nós. Mas deste modo o imortal pôde morrer e dar sua vida aos mortais. Fez-se participante de nossa morte para nos tornar participantes da sua vida. De fato, assim como os homens, pela sua natureza, não tinham possibilidade alguma de alcançar a vida, também ele, pela sua natureza, não tinha possibilidade alguma de sofrer a morte.

Por isso entrou, de modo admirável, em comunhão conosco: de nós assumiu a mortalidade, o que possibilitou morrer; e dele recebemos a vida.
Portanto, de modo algum devemos envergonhar-nos da morte de nosso Deus e Senhor; pelo contrário, nela devemos confiar e gloriar-nos acima de tudo. Pois tomando sobre si a morte que nós encontro, garantiu total fidelidade dar-nos a vida que não podíamos obter por nós mesmos.

Se ele tanto nos amou, a ponto de, sem pecado, sofrer por nós pecadores, como não dará o que merecemos por justiça, fruto da sua justificação? Como não dará a recompensa aos justos, ele que é fiel em suas promessas e, sem pecado, suportou o castigo dos pecadores?

Reconheçamos corajosamente, irmãos, e proclamemos bem alto que Cristo foi crucificado por amor de nós; digamos não com temor, mas com alegria, não com vergonha, mas com santo orgulho.

O Apóstolo Paulo compreendeu bem esse mistério e o proclamou como um título de glória. Ele, que teria muitas coisas grandiosas e divinas para recordar a respeito de Cristo, não disse que se gloriava dessas grandezas admiráveis - por exemplo, que sendo Cristo Deus como o Pai, criou o mundo; e, sendo homem como nós, manifestou o seu domínio sobre ao mundo - mas afirmou: Quanto a mim, que eu me glorie somente na cruz do Senhor nosso, Jesus Cristo (Gl 6,14).

Dos Sermões de Santo Agostinho, bispo

quinta-feira, 25 de março de 2010

A Amizade

Aproveitando o aniversário de nosso querido irmão Luiz Gustavo, estou postando um texto sobre amizade


Amizade Cristã
"A amizade se realiza entre inúmeras e indispensáveis conquistas..."

Eclo 6, 1 – 17.
Como vemos, a amizade verdadeira é rara; dificilmente é autêntica. É necessário acolhe-la com vigilante preocupação, tentando vivê-la dentro de determinados requisitos virtuosos. Mas quando alguém encontra o amigo verdadeiro e fiel, encontrou uma riqueza inestimável, que torna delicioso viver.
"Há amigos mais queridos do que irmão" (Prov 18, 24).
A amizade cristã é capacidade nova de amar os homens.
A amizade cristã é comunitária por vocação, porque provém de Deus que é Pai de todos; porque é comunicada pelo Espírito de Cristo, que é o amor por todo vivente; porque foi inoculada no fundo do humano pela encarnação do Verbo; porque é purificada e amadurecida nos homens pela sacramentalidade do mistério pascal do Senhor.
Amizade de Davi com Jônatas ( I Sm 18, 1; 20, 17);
Amizade de Jesus com Lázaro, Marta e Maria (Jo 11, 5-11);
Amizade de Jesus com João evangelista (Jo 13, 23).

Diferença entre fraternidade e amizade

Existe diferença entre o amor que devemos ter uns para com os outros:
- dimensão fraternal (ágape – caridade devida a todos, que o Senhor ordenou que se tivesse até pelos inimigos)
- amor de amizade (diátesis – caridade de afeto, dirigida a pequeno grupo de pessoas, a saber, os que se acham unidos a nós ou por semelhança de costume ou por comunidade de virtude).

Mesmo amando a todos, a caridade escolhe alguns a quem deseja testemunhar ternura particular, e, até neste número de privilegiados, elege pequeno grupo, ao qual concede afeto ainda mais especial. Dentro da vida fraterna existem pessoas escolhidas por Deus para serem próximas, criar laços.

"O caminho da amizade é humilde e cotidiano; acrescentarei que é longo, que exige paciência e que a amizade digna deste nome não poderia existir entre irmãos sem passar por etapas dolorosas (...) A aprendizagem da amizade autêntica é aprendizagem que nos prepara para todo amor desinteressado". R. Voillaume.

Alguns princípios básicos:
- Temos que ter caridade fraterna com todos;
- As amizades são espontâneas.
- As amizades são construídas na liberdade, nunca devem ser forçadas, ou direcionadas.

Conceitos
Quem é o amigo?
- Amigo é quem ama acima de toda busca pessoal interessada ou utilitarista;
- Estar disposto a aceitar o outro como é.
- O amigo deseja oferecer-se com um dom ao outro;
- Sente o que o outro lhe corresponde com idêntico amor de benevolência: compartilha com ele idêntico afeto altruísta (sentimento de quem põe o interesse alheio acima do seu próprio), atenção recíproca, a alegria de sentir-se amado, é capaz de escutar as batidas do coração do outro;
- Os amigos não conhecem o amor narcisista, nem o amor solitário. Cada um deles acha agradável viver porque seu viver é conviver junto; porque cada um se sente acolhido na intimidade do outro, porque pensa e quer em sintonia com o outro; porque se descobre implicado na vida do outro. Os dois são “uma só alma em dois corpos”.
- É um sentimento fiel de afeição;
- É a partilha mútua de vidas movida pela fidelidade e sinceridade.
- É um tesouro que o Senhor nos deu. ( Eclo. 6,14 ).
- É Deus quem escolheu.
- Tem coragem de dar a vida.

Amigo não é:
- Aquele que sai conosco, que convive, mas, aquele que conhece e pertence a sua vida;
- Uma propriedade exclusiva;
- Aquele que sempre concorda com tudo.

Características da Amizade
A vida de amizade é estruturada por palavras, silêncios e atitudes. A palavra comunica e troca reciprocamente convicções e sentimentos interiores; os silêncios deixam na alma a certeza de sintonia profunda. É essencial que tantos as palavras como os silêncios e as atitudes não expressem ruptura do diálogo e do encontro, porém, favoreçam a continuidade profunda. A co-presença amistosa no silêncio propicia a experiência de sentir-se harmonizados nos mesmos afetos, de saber que não há necessidade de palavras para comunicar-se, que não existe o imperativo de proclamar-se amados para sentir o amor do outro, que o estar juntos proporciona a alegria de experimentar-se irmanados das profundezas.

A comunhão de amizade é a linguagem que se expande pela interioridade mais profunda e que logo depois aflora espontaneamente por palavras e gestos exteriores.

Outras características:
- Aprende-se a viver na amizade através de longa experiência de amores de amizade imperfeitos, sem que jamais consigamos expressá-las de forma perfeita e definitiva;
- Participação (comunicar para vida, até nas pequenas coisas);
-Testemunho de Deus em sua vida e na amizade – é preciso educar os cristãos para que reconheçam o Senhor através da experiência da amizade fraterna;
- Responsabilidade pelo crescimento do outro – cuidado, zelo;
- Orar juntos;
- Lazer, diversão (gastar tempo com o outro);


Vall Senna
Comunidade Recado