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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Corpus Christi

A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como “Corpus Christi”, começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios.

Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes.
Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.
Do desejo primitivo de “ver a hóstia” passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na “Chirstianitas” medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.
A “comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa” (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do “Preciosíssimo Sangue”, a 1 de Julho.
A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que “onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo” (cân 944, §1).

Detalhando o início da Solenidade
Primeiras devoções
No final do século XIII surgiu em Lieja, Bélgica, um Movimento Eucarístico cujo centro foi a Abadia de Cornillon fundada em 1124 pelo Bispo Albero de Lieja. Este movimento deu origem a vários costumes eucarísticos, como por exemplo a Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos durante a elevação na Missa e a festa do Corpus Christi.

Santa Juliana
Santa Juliana de Mont Cornillon, naquela época priora da Abadia, foi a enviada de Deus para propiciar esta Festa. A santa nasceu em Retines perto de Liège, Bélgica em 1193. Ficou órfã muito pequena e foi educada pelas freiras Agostinas em Mont Cornillon. Quando cresceu, fez sua profissão religiosa e mais tarde foi superiora de sua comunidade. Morreu em 5 de abril de 1258, na casa das monjas Cistercienses em Fosses e foi enterrada em Villiers.
Desde jovem, Santa Juliana teve uma grande veneração ao Santíssimo Sacramento. E sempre esperava que se tivesse uma festa especial em sua honra. Este desejo se diz ter intensificado por uma visão que teve da Igreja que significaria a ausência dessa solenidade.
Juliana comunicou estas aparições a Dom Roberto de Thorete, o então bispo de Lieja, também ao douto Dominico Hugh, mais tarde cardeal legado dos Países Baixos e Jacques Pantaleón, nessa época arquidiácono de Lieja, mais tarde ao Papa Urbano IV.

As primeiras festas locais
O bispo Roberto ficou impressionado e, como nesse tempo os bispos tinham o direito de ordenar festas para suas dioceses, em 1246 ordenou que a celebração fosse feita no ano seguinte, ao mesmo tempo o Papa ordenou, que um monge de nome João escrevesse o ofício para essa ocasião. O decreto está preservado em Binterim (Denkwürdigkeiten, V.I. 276), junto com algumas partes do ofício.
Dom Roberto não viveu para ser a realização de sua ordem, já que morreu em 16 de outubro de 1246, mas a festa foi celebrada pela primeira vez no ano seguinte a quinta-feira posterior à festa da Santíssima Trindade. Mais tarde um bispo alemão conheceu os costume e a o estendeu por toda a atual Alemanha.

Milagres motivadores
O Papa Urbano IV, naquela época, tinha a corte em Orvieto, um pouco ao norte de Roma. Muito perto desta localidade está Bolsena, onde em 1263 ou 1264 aconteceu o Milagre de Bolsena: um sacerdote que celebrava a Santa Missa teve dúvidas de que a Consagração fosse algo real, no momento de partir a Sagrada Forma, viu sair dela sangue do qual foi se empapando em seguida o corporal. A venerada relíquia foi levada em procissão a Orvieto em 19 junho de 1264. Hoje se conservam os corporais - onde se apóia o cálice e a patena durante a Missa - em Orvieto, e também se pode ver a pedra do altar em Bolsena, manchada de sangue.

A Proclamação da Solenidade
O Santo Padre movido pelo prodígio, e a petição de vários bispos, faz com que se estenda a festa do Corpus Christi a toda a Igreja por meio da bula "Transiturus" de 8 setembro do mesmo ano, fixando-a para a quinta-feira depois da oitava de Pentecostes e outorgando muitas indulgências a todos que asistirem a Santa Missa e o ofício.
Em seguida, segundo alguns biógrafos, o Papa Urbano IV encarregou um ofício a São Boaventura e a Santo Tomás de Aquino; quando o Pontífice começou a ler em voz alta o ofício feito por Santo Tomás, São Boa-ventura foi rasgando o seu em pedaços.
A morte do Papa Urbano IV (em 2 de outubro de 1264), um pouco depois da publicação do decreto, prejudicou a difusão da festa. Mas o Papa Clemente V tomou o assunto em suas mãos e, no concílio geral de Viena (1311), ordenou mais uma vez a adoção desta festa. Em 1317 é promulgada uma recompilação de leis - por João XXII - e assim a festa é estendida a toda a Igreja.
Nenhum dos decretos fala da procissão com o Santíssimo como um aspecto da celebração. Porém estas procissões foram dotadas de indulgências pelos Papas Martinho V e Eugênio IV, e se fizeram bastante comuns a partir do século XIV.
A festa foi aceita em Cologne em 1306; em Worms a adotaram em 1315; em Strasburg em 1316. Na Inglaterra foi introduzida da Bélgica entre 1320 e 1325. Nos Estados Unidos e nos outros países a solenidade era celebrada no domingo depois do domingo da Santíssima Trindade.
Na Igreja grega a festa de Corpus Christi é conhecida nos calendários dos sírios, armênios, coptos, melquitas e os rutínios da Galícia, Calábria e Sicília.
Finalmente, o Concílio de Trento declara que muito piedosa e religiosamente foi introduzida na Igreja de Deus o costume, que todos os anos, determinado dia festivo, seja celebrado este excelso e venerável sacramento com singular veneração e solenidade; e reverente e honorificamente seja levado em procissão pelas ruas e lugares públicos. Nisto os cristãos expressam sua gratidão e memória por tão inefável e verdadeiramente divino benefício, pelo qual se faz novamente presente a vitória e triunfo sobre a morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo
Fonte: Com. Shalom

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O que é a Festa de Pentecostes?

Pentecostes, do grego, pentekosté, é o qüinquagésimo dia após a Páscoa. Comemora-se o envio do Espírito Santo à Igreja. A partir da Ascensão de Cristo, os discípulos e a comunidade não tinham mais a presença física do Mestre. Em cumprimento à promessa de Jesus, o Espírito foi enviado sobre os apóstolos. Dessa forma, Cristo continua presente na Igreja, que é continuadora da sua missão.

A origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14), dia de alegria e ação de graças, portanto, uma festa agrária. Nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19, 1-16).

No Novo Testamento, o Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, estavam reunidos para a celebração do Pentecostes judaico. De acordo com o relato, durante a celebração, ouviu-se um ruído, "como se soprasse um vento impetuoso". "Línguas de fogo" pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas.

Pentecostes é a coroação da Páscoa de Cristo. Nele, acontece a plenificação da Páscoa, pois a vinda do Espírito sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos.

Podemos notar a importância de Pentecostes nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos". O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão.

Dada sua importância, a celebração do Domingo de Pentecostes inicia-se com uma vigília, no sábado. É a preparação para a vinda do Espírito Santo, que comunica seus dons à Igreja nascente.

O Pentecostes é, portanto, a celebração da efusão do Espírito Santo. Os sinais externos, descritos no livro dos Atos dos Apóstolos, são uma confirmação da descida do Espírito: ruídos vindos do céu, vento forte e chamas de fogo. Para os cristãos, o Pentecostes marca o nascimento da Igreja e sua vocação para a missão universal.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Musica na Liturgia

"Não somos somente “a banda da Missa”, somos ministros!"


Falar de música litúrgica não é uma tarefa muito fácil, pois não se pode separar a música, que é um elemento, do seu todo que é, a liturgia. O que quero dizer é que a Igreja nos convida, não somente como músicos a entender mais sobre o papel da música dentro da liturgia, mas como cristãos que somos, antes de qualquer coisa, a mergulharmos na riqueza que é esta mesma liturgia, nestes séculos de história onde tudo tem um porque de ser, onde cada gesto, cada cor, cada som é repleto de significados.

Quando não buscamos nos aprofundar nestes conhecimentos, cometemos erros por ignorarmos que a liturgia é sublime demais para a entendermos superficialmente ou simplesmente fazermos o que achamos ser o melhor.
Para que a música seja litúrgica e cumpra seu verdadeiro papel, existem critérios a serem observados não como um peso, mas com zelo, com humildade e por amor.

Deve ter letra de fontes bíblicas ou litúrgicas, com ritmo e melodia inspirados e belos sem deixar de ser acessível ao povo; deve ser comunitário (“nós” no lugar do “eu”) já que estamos reunidos como um corpo; deve estar intimamente ligado ao tempo litúrgico; à festa do dia ou sacramentos (primeira comunhão, crisma, casamento) se for o caso; obedecer à espiritualidade própria de cada momento da celebração. Estes são alguns critérios e precisam ser aprofundados.

Mais do que nunca precisamos ser cristãos católicos interessados por nossa fé, carismáticos que leiam e estudem sobre a doutrina católica e sua belíssima liturgia. Temos inúmeras fontes como: o site da CNBB, que nos oferece matérias e cursos de formação litúrgica e indica tantos livros e documentos, entre eles, muitos específicos sobre música litúrgica; programas em tvs católicas voltados para a formação litúrgica; nossos retiros para ministros de artes, que na sua maioria tem abordado este tema.

A organização das equipes litúrgicas também é essencial, bem como, nossa interação dentro desta equipe, pois quando servirmos numa celebração litúrgica, não somos somente “a banda da Missa”, somos ministros, fazemos parte da equipe que serve na liturgia, a serviço do povo, sem esquecermos que mesmo estando a serviço somos parte deste mesmo povo e com ele celebramos também o mistério da Eucaristia.

Como cristãos, nos é necessário testemunhar nossa busca de radicalidade e santidade através do esforço pessoal de adquirirmos estes conhecimentos com urgência de fazer da melhor forma a nossa parte na construção de uma Igreja melhor que poderá assim caminhar mais rápido atraindo outros para o Pai.

Raquel Carpejani - Consagrada da Comunidade de Vida Recado

terça-feira, 17 de novembro de 2009

CONSTITUIÇÃO CONCILIAR SACROSANCTUM CONCILIUM SOBRE A SAGRADA LITURGIA

Resolvi postar aqui no Blog o capítulo VI do Sacrosanctum, capítulo que fala sobre a música Sacra, e é muito importante termos o seu conhecimento para melhor executarmos nossas funções musicais-liturgicas.

CAPÍTULO VI

A MÚSICA SACRA

Importância para a Liturgia
112. A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene.
Não cessam de a enaltecer, quer a Sagrada Escritura (42), quer os Santos Padres e os Romanos Pontífices, que ainda recentemente, a começar em S. Pio X, vincaram com mais insistência a função ministerial da música sacra no culto divino.
A música sacra será, por isso, tanto mais santa quanto mais intimamente unida estiver à acção litúrgica, quer como expressão delicada da oração, quer como factor de comunhão, quer como elemento de maior solenidade nas funções sagradas. A Igreja aprova e aceita no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas.
O sagrado Concílio, fiel às normas e determinações da tradição e disciplina da Igreja, e não perdendo de vista o fim da música sacra, que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis, estabelece o seguinte:
113. A acção litúrgica reveste-se de maior nobreza quando é celebrada de modo solene com canto, com a presença dos ministros sagrados e a participação activa do povo.
Observe-se, quanto à língua a usar, o art. 36; quanto à Missa, o art. 54; quanto aos sacramentos, o art. 63; e quanto ao Ofício divino, o art. 101.

Promoção da música sacra
114. Guarde-se e desenvolva-se com diligência o património da música sacra. Promovam-se com empenho, sobretudo nas igrejas catedrais, as «Scholae cantorum». Procurem os Bispos e demais pastores de almas que os fiéis participem activamente nas funções sagradas que se celebram com canto, na medida que lhes compete e segundo os art. 28 e 30.
115. Dê-se grande importância nos Seminários, Noviciados e casas de estudo de religiosos de ambos os sexos, bem como noutros institutos e escolas católicas, à formação e prática musical. Para o conseguir, procure-se preparar também e com muito cuidado os professores que terão a missão de ensinar a música sacra.
Recomenda-se a fundação, segundo as circunstâncias, de Institutos Superiores de música sacra.
Os compositores e os cantores, principalmente as crianças, devem receber também uma verdadeira educação litúrgica.
116. A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na acção litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar.
Não se excluem todos os outros géneros de música sacra, mormente a polifonia, na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito da acção litúrgica, segundo o estatuído no art. 30.
117. Procure terminar-se a edição típica dos livros de canto gregoriano; prepare-se uma edição mais crítica dos livros já editados depois da reforma de S. Pio X.
Convirá preparar uma edição com melodias mais simples para uso das igrejas menores.
118. Promova-se muito o canto popular religioso, para que os fiéis possam cantar tanto nos exercícios piedosos e sagrados como nas próprias acções litúrgicas, segundo o que as rubricas determinam.

Adaptação às diferentes culturas
119. Em certas regiões, sobretudo nas Missões, há povos com tradição musical própria, a qual tem excepcional importância na sua vida religiosa e social. Estime-se como se deve e dê-se-lhe o lugar que lhe compete, tanto na educação do sentido religioso desses povos como na adaptação do culto à sua índole, segundo os art. 39 e 40. Por isso, procure-se cuidadosamente que, na sua formação musical, os missionários fiquem aptos, na medida do possível, a promover a música tradicional desses povos nas escolas e nas acções sagradas.

Instrumentos músicos sagrados
120. Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus.
Podem utilizar-se no culto divino outros instrumentos, segundo o parecer e com o consentimento da autoridade territorial competente, conforme o estabelecido nos art. 22 § 2, 37 e 40, contanto que esses instrumentos estejam adaptados ou sejam adaptáveis ao uso sacro, não desdigam da dignidade do templo e favoreçam realmente a edificação dos fiéis.

Normas para os compositores
121. Os compositores possuídos do espírito cristão compreendam que são chamados a cultivar a música sacra e a aumentar-lhe o património.
Que as suas composições se apresentem com as características da verdadeira música sacra, possam ser cantadas não só pelos grandes coros, mas se adaptem também aos pequenos e favoreçam uma activa participação de toda a assembleia dos fiéis.
Os textos destinados ao canto sacro devem estar de acordo com a doutrina católica e inspirar-se sobretudo na Sagrada Escritura e nas fontes litúrgicas.

Roma, 4 de Dezembro de 1963.

PAPA PAULO VI

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Os Salmos na liturgia

Vamos lembrar que os músicos são como os levitas, que eram responsáveis por entoar salmos e cânticos à Deus, o líder era nada mais e nada menos do que: Davi, que não queria qualquer músico, ou qualquer salmista: precisava ser os melhores (tá vendo quem você é?) não por questões pessoais, mas na questão técnica mesmo, e organizacional. Davi queria dar o melhor para Deus e por isso, escolheu os que mais poderia dar o melhor.
Na liturgia sagrada somos parte do povo, porém com um diferencial: somos os responsáveis para ministrará o Louvor ao Senhor, como os levitas, logo: precisamos dar o nosso melhor.
Hoje vou me deter apenas nos salmos, mas vou explicando parte por parte da Liturgia pra vocês…amo cuidar das coisas do Senhor e a liturgia me encanta.
“Paulo já dizia em Efésios: “Sede cheios do Espírito Santo, recitando entre vós salmos, hinos e cânticos espirituais”; e que esse cantar salmos estivesse em vigor também nas assembléias dos cristãos, indica-o ele essas palavras: “Quando vos reunis, alguns entre vós cantam o salmo” (cf. Documentos Sobre Música a Litúrgica, Paulus, 1903-2005).
Lindo, né? Estamos vivendo o que a Palavra nos fala a mais de milhões de anos.
Na parte prática: O salmista precisa se preparar antes e logo depois com o instrumentista a melodia do salmo da Liturgia. Nunca escolha qualquer canto no lugar no salmo. O salmo é resposta da assembléia em relação à Primeira Leitura, por isso, sempre vai levar a assembléia a cantar respondendo à 1ª Leitura, é claro que como a Liturgia sempre está ligada em tudo, logo o salmo reflete em toda a liturgia do dia.
A postura que o salmista precisa ter é muito cautelosa: suas vestes sempre adequadas (assim como todo filho de Deus), nunca apertada, decotada ou sem manga, nunca com bermuda…
Não é litúrgico que o salmista comente antes de entoar o salmo como por exemplo: “em resposta à primeira leitura cantaremos (ou rezaremos) o salmo, ou indicar qualquer coisa como: mais uma vez, a última vez…, pra acabar. O correto é: chegar no ambão da palavra, e entoar o salmo.
Aqui quero dizer que nesta hora Deus pode se utilizar e muito de você, porque o salmo é música da Palavra de Deus que sempre está viva no coração de quem deseja o Senhor. Você não é o centro, mas você é um canal para que aconteça a vontade de Deus, por isso, se prepare, invista nas melodias simples e inspiradoras de oração. No mínimo o Refrão necessita ser bem fácil para a assimilação da assembléia, as estrofes podem ser mais elaboradas, porém nunca exagerada… Deus é o centro, não esqueça.

KARINA MARIA. CANÇÃO NOVA

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A Música na Liturgia da Santa Missa

Muito mais do que falar sobre liturgia e música no aspecto litúrgico, vamos tentar despertar no seu coração o amor pela liturgia.Temos algumas fontes para que possamos nos aprofundar no tema: Catecismo da Igreja Católica (CIC), a Liturgia diária, o Missal Romano – neles estão a instrução geral e também as direções para a música na liturgia.No nosso dicionário está escrito: “Liturgia – culto público e oficial instituído por uma Igreja, ritual”. No Catecismo da Igreja Católica – no qual nossa fé é explicada e detalhada, está escrito: “A palavra 'liturgia' significa originalmente obra pública, serviço da parte do povo e em favor do povo. Na tradição cristã, ela significa que o povo de Deus toma parte na obra de Deus” (Parágrafo 1069, CIC).Na maneira de Deus se manifestar existe uma liturgia.A liturgia nos ajuda a celebrar melhor o mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela nos faz participar do maior mistério, que é a Santa Missa, a qual tem começo, meio e fim. A Santa Missa é ação de graças por excelência, é a maior das orações. Tudo o que acontece nela - cada resposta, gestos do sacerdote, etc. - quer realizar a nossa santificação e fazer com que vivamos bem esse mistério. Não é só 'importante', mas é dever de cada um de nós participar bem da Celebração Eucarística.A liturgia não serve para nos 'engessar', mas sim, para nos fazer mergulhar no mistério, amar e sermos santificados nessa celebração.Músicos, temos que respeitar a cultura do lugar, da região. Não adianta chegar a uma Santa Missa das 7 da manhã com uma banda inteira. No número 62 da instrução geral sobre o Missal Romano está escrito assim: “Evitem qualquer tipo de individualismo ou divisão, considerando sempre que todos têm um único Pai nos Céus e por esse motivo são irmãos entre si". Aqui diz muito daquelas pessoas que rezam muito alto durante a Missa, ou cantam alto, ou rezam adiantadas ou atrasadas em relação aos demais. Isso chama atenção e nos dispersa da liturgia.Como que vivemos de maneira plena aqui na terra a manifestação da nossa fé? Vivendo a Santa Missa!Os músicos fazem parte da assembléia de fiéis. Por isso, devem promover a participação ativa dos fiéis no canto e ter atenção no repertório de acordo com quem está na assembleia. Tudo para que a unidade seja vivida.Trecho da palestra de Márcio Todeschini e Fábio Roniel no Hallel Canção Nova