sexta-feira, 12 de março de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Economia e Vida
segunda-feira, 8 de março de 2010
Carnaval 2010 na Canção Nova
Amados leitores do nosso blog!
Em breves palavras gostaria de transmitir um pouco daquilo que vivi neste carnaval de 2010. Com a graça de Deus, eu e nosso tecladista Renan, acompanhados de nossas amadas namoradas, tivemos a oportunidade de passar aproximadamente cinco dias em Cachoeira Paulista (SP) no acampamento de carnaval da Canção Nova. Foi uma grande benção para mim. Como todos sabem, a conversão não é algo que se dá em um dia, mas um processo que dura a vida inteira. Entretanto, há dias muito marcantes nessa caminhada. Sem sombra de dúvida, o acampamento de carnaval está entre os dias mais significantes da minha conversão. Lá eu pude reavivar em mim a maior verdade da minha vida: Deus me ama! De tão óbvio isso já não me tocava tanto. Mas é a notícia mais sensacional que alguém pode receber, meu irmão! Deus te ama! E isso foi muito visível lá e continua sendo até hoje. Ele nos convidou a viver momentos de alegria verdadeira. Não a alegria do mundo, que acaba na quarta feira de cinzas. Não aquela alegria da bebida, da droga, do sexo ilícito. A alegria do Senhor. “e essa alegria ninguém tirará de vós!” (Jo 16, 22). Já dizia o grande músico Davi: “na tua presença há plenitude de alegria...”(Sl 16,11).
Nesta quaresma que já começou, irmão, Deus quer te convidar a viver 40 dias de conversão que culminarão no domingo mais alegre de todos. Até quando vamos cultivar nossos pecados de “estimação”? Até quando cometeremos os mesmos erros? “Diga por hoje não” àquilo que te afasta de Deus, que te impede de sentir a verdadeira alegria. Abra-se a esse Deus que te ama incondicionalmente e um novo homem nascerá!.
Luiz Gustavo
Integrante do CLJ e Ministério Luz das Nações.
sexta-feira, 5 de março de 2010
quinta-feira, 4 de março de 2010
CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2010
Tempo de transfigurar-se ...
segunda-feira, 1 de março de 2010
Quaresma, tempo de relacionamento
A preparação para uma celebração importante, num período mais longo, como Advento e Quaresma, ou numa Vigília, como a de Natal e Páscoa, tem uma significação especial na Liturgia. Assim, na preparação para a Páscoa, durante quarenta dias, a quaresma toca consciências e corações, movendo as pessoas na direção de Deus, do mundo e do próximo, mediante a oração, o jejum e a esmola; “essas três práticas atingem de modo profundo os três principais relacionamentos do homem: com Deus, pela oração, com a natureza criada, pelo jejum e com o próximo, pela esmola.” Na verdade, essas práticas sempre estiveram presentes na vida religiosa do povo, porém, muitas vezes, perderam sua razão de ser, por sua formalidade e exterioridade. Em diversas passagens do Antigo Testamento, os profetas dizem que Deus abomina esse tipo de prática exterior que não exprime um relacionamento sincero com Ele. Jesus, na Nova Aliança, exalta o valor da oração, do jejum e da esmola, mas também mostra a sua nulidade, quando, ao praticá-las, as pessoas buscam a sua autoexaltação. (cf Mt 6, 1-17) A Igreja, fiel ao ensinamento de Jesus, continua ensinando o sentido da oração, do jejum e da esmola na vida dos cristãos.
Pela oração, se estabelece o relacionamento entre criador e criatura; dessa maneira, o homem, saindo de si mesmo, mantém-se em comunhão com Deus; em oração, ele se vê numa relação de maior proximidade de Deus que, não obstante a sua natureza transcendental, se deixa encontrar. (cf Is 55,6) A quaresma favorece a vivência da oração das pessoas, em momentos silenciosos do seu dia, ou quando as comunidades cristãs se reúnem, comumente, em caminhadas penitenciais, na busca da conversão, do aprofundamento espiritual e do testemunho da caridade.
O jejum não consiste apenas na redução do consumo de alimentos; as pessoas privam-se deles por uma causa maior, o Reino de Deus, “sobretudo abstendo-se do pecado.” Ao abster-se da porção habitual de alimento, ninguém compromete a saúde e exercita a pedagogia do autodomínio, de que tanto necessita, em situações concretas. A natureza também favorece o encontro com Deus quando a pessoa, “fazendo uso dos bens terrenos”, entre os quais estão os alimentos, tem a sensação de segurança e de realização. Em face do alimento, uns cometem o pecado capital da gula, quando o consomem em demasia; nessa matéria, tem maior gravidade o pecado social dos “povos da opulência”, diante dos “povos da fome”, como ensina Paulo VI, na Encíclica Populorum Progressio: “Os povos da fome dirigem-se hoje, de modo dramático, aos povos da opulência.”
A esmola aproxima as pessoas entre si. Assim escreveu São Leão Magno, Papa, no século V: “São inúmeras as obras de misericórdia, o que permite aos verdadeiros cristãos tomar parte na distribuição de esmolas, sejam eles ricos, possuidores de grandes bens, ou pobres, sem muitos recursos. Apesar de nem todos poderem ser iguais na possibilidade de dar, todos podem sê-lo na boa vontade que manifestam.” Pelo gesto da esmola, cada um está se relacionando com Deus, de quem o necessitado é imagem e semelhança.
O bom senso haverá de distinguir o assistencialismo interesseiro de um doador da ação caritativa do esmoler, a conduta clientelista do político da iniciativa solidária da comunidade, a exploração do pedinte oportunista da situação do pobre necessitado.
A quaresma adquire seu real sentido quando é bem celebrada nas comunidades, como rito, e quando as suas exigências são devidamente observadas pelos cristãos.
Dom Genival Saraiva de França
